Meditação e Saúde

17/04/2015

A prática regular da meditação amplia a capacidade de memória, estimula emoções e sentimentos positivos e amplia as capacidades mentais. Por todos esses benefícios, a meditação passou a ser objeto de interesse crescente na medicina. Sua indicação está se tornando cada vez mais comum no tratamento e prevenção de doenças imunológicas, do sistema cardiorrespiratório, dos distúrbios do sono, do estresse e da dor.

A especialista Elisa Harumi Kozasa, neurocientista do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein, é uma das autoras de um estudo recém-publicado na revista internacional NeuroImage, que comparou o desempenho de pessoas que meditam com o de quem não medita em uma atividade que exige controle de impulsos. O resultado mostrou que quem medita obteve melhor desempenho. "O treinamento em meditação modifica as áreas cerebrais. O córtex fica mais espesso em partes relacionadas à atenção, à tomada de decisões e ao controle de impulsos", explica ela.

Em outro estudo realizado com a participação da especialista, foi possível constatar que pessoas que praticaram meditação conseguiram não apenas diminuir a percepção de seu próprio estresse, como também reduzir os níveis de cortisol - principal hormônio relacionado ao estresse - pela metade. Ou seja, meditar proporciona um domínio maior sobre os nossos pensamentos. Como seres humanos, somos naturalmente impulsivos e isso nos permite ter vários sentimentos que muitas vezes são negativos, como a raiva, a ira e o pânico. Com a meditação, é possível aprender a lidar melhor essas emoções e viver de forma mais tranquila e harmônica.

Estive recentemente no Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem, localizado em Ibiraçu no Espírito Santo onde em um trabalho voluntário com o Rotary Club de Aracruz - ES desenvolvemos o programa Liderança Baseado em Princípios incluindo atividades que alternaram entre auditório e práticas de meditação que no Mosteiro é denominado de Não Ação.

Veja a entrevista que gravei com o Monge Daiju